quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tempo-vento

Passam catorze, quase quinze anos assim, num piscar de olhos, sem mais nada, e a gente pensa para onde foi toda essa «adolescência».
(também penso para onde foi todo o investimento de tempo antes disso, e depois disso, e por causa disso, e percebo como o tempo cura tudo, até a gente procurar as cicatrizes e não sabermos onde elas estão.)
Há nove anos que não vejo frequentemente muitos dos amigos que convidei para estarem presentes num dia importante, um dia maior. Alguns porque já não posso (porque foram levados cedo, demasiado cedo), outros porque já não quero, uma maioria larga (shame on me!) por preguiça.
Há cinco anos que não tomo café com um ganda maluco. O mesmo tempo que ando a prometer a mim própria telefonar para convidar uma certa moça iluminada pela vida para um chazinho (será que ainda bebes café?).
E passa mais um dia, e depois um mês, um ano, e nada.

Este é o Frizzy ou Experiência 167, criada para congelar o tempo
Às vezes acho que devia ser mais homem nesta coisa dos afectos (estilo «Não nos falamos desde o século passado mas é como se nos víssemos ontem»). Mas não sou.
Sou uma desnaturada, é o que é.
(Será que podemos fazer resoluções de Ano Novo no Verão?)