terça-feira, 29 de outubro de 2013

JM dixit 9

«Mãe, já sei o que quero ser quando for grande.»
«E o que é?»
«Grua!»
(para ser alto, e forte, e porque existem em várias cores)


© John Abbott

terça-feira, 15 de outubro de 2013

JM dixit 8

«Mãe, gostava muito de voltar a ser bebé. Quando eu for para as estrelinhas, achas que posso voltar e ser outra vez pequenino?»
piscopequeno, a filosofar desde 2008

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Os irredutíveis gauleses

... já não existem.

Não lhes chegavam os outros sítios todos, aqueles onde, imagino eu, se possam passar coisas escabrosas, agora até nas bibliotecas!




Nas bibliotecas, senhores!

O Argueiro e a Trave #2

A propósito deste post (http://oarrumadinho.sapo.pt/285721.html) num outro blog, fiquei a matutar numa ideia. A matutar de forma tão intensa que fui buscar um outro frasco do champô (em vez de amaciador) e achei que o gel de banho relaxante do meu filho era óleo para o corpo (o meu ar, completamente estúpido, a pensar: «Então mas há algum problema com a água? A espuma não sai!»)
Adiante.
Fiquei a matutar numa ideia, dizia eu, que daria um óptimo filme ou série, ou coisa assim. 

Num mundo alternativo, todos nós pegaríamos em alguém, desses moços e moças que deixam comentários raivosos sobre como nos devemos vestir, comer e, de modo geral, comportar nesta vidinha, e púnhamos-los a resolver os nossos probleminhas. Eu, assim de repente, preciso de alguém que limpe, arrume e cozinhe (e passe a ferro) por mim, a custo zero. Ah!, e que vá buscar o puto à escola e lhe dê banho e jantar antes de eu chegar a casa (eu depois jogo com ele na Wii, prometo).

A seguir, se se portassem bem, eram promovidos a resolver os nossos problemas (aqueles que merecem o estatuto de problema), e, já agora, os do país e do mundo, que andam a precisar urgentemente de alguém que os endireite.

É que, claramente, tratarmos da nossa vida (o seu a seu dono) é uma péssima ideia. Tratarmos da vida dos outros é  que é!

O Argueiro e a Trave #1


Existem coisas assim, que me deixam de cara à banda.


Uma delas é o calibre dos comentários das notícias em jornais online.


Uma mulher nigeriana, filha adoptiva de uma alemã e de um nigeriano, descobre que é neta do Amon Goeth. Escreve um livro. Há logo gente (presume-se que informada ou, pelo menos, não "info" excluída), que lhe chama de p*** para baixo. Em Portugal.


E quando eu penso «Nã, isto é uma minoria!», deparo-me com comentários do género em relação a tudo: a apoiar o governo, a ser contra o governo, a apoiar o Jesus, a ser contra o Jesus, e até a salvar/linchar gatinhos fofinhos.


Torna-se um exercício muitíssimo educativo ler os comentários aos jornais online. Fico a saber imenso sobre o "germano" (não confundir com "género humano"). E penso que, de qualquer modo, emigrar, emigrar, só se for para Marte. De preferência, sem caixas de comentários por perto.